TREINAMENTO PLIOMÉTRICO – parte 01 
Quando falamos de treinamento de potência para o esporte, sempre surge uma dúvida de qual a
metodologia ideal para cada modalidade desportiva, pois esse treinamento não deve interferir na
técnica desenvolvida ao longo de todos os anos de aprendizagem e aprimoramento motor.
Portanto, esse treinamento deve dar preferência para movimentos naturais ou o mais próximo
possível do desejado no esporte. 
Pesquisadores e treinadores de todo o mundo buscam desenvolver o treinamento ideal, no entanto, o treinamento que traz melhores benefícios ao atleta ainda é o Treinamento Pliométrico. Treinamento esse que não se sabe ao certo quando nem onde começou a ser utilizado, principalmente por utilizar diversos exercícios comuns às brincadeiras de crianças de todo o mundo, como por exemplo: pular corda, amarelinha, elástico. Segundo o especialista em Teoria e Metodologia do Treinamento, Dr. Tudor Bompa, a pliometria teve seu início com os atletas de atletismo dos anos 1920, porém exercícios e competições são encontrados na história ainda da Idade Média. Mesmo com tantos anos de prática, o treinamento pliométrico só começou a ser estudado como ciência no final dos anos 1960, com especialistas como Verkhonshanski (1967; 1968), Cavagna (1970), Komi e Buskirk (1972), dentre outros.
O princípio do treinamento pliométrico é utilizar movimentos naturais para desenvolver a potência do atleta, lembrando que potência é igual à força vezes velocidade (P = F x V). Esses exercícios são separados por nível de impacto: exercícios de baixo impacto e exercícios de alto impacto; e também por nível de intensidade: intensidade baixa (# 5) seguindo até alta intensidade (# 1). Abaixo vemos um quadro demonstrando os níveis de intensidade dos exercícios pliométricos, com seus diferentes tipos de exercícios e a forma de utilizá-los.

Valores de intensidade

Tipos de exercício

Intensidade do exercício

Nº de reps. e séries

Nº de reps./ sessão de treinamento

Intervalo de repouso entre as séries

 

1

Tensão

Salto de alta reatividade

 

Máxima

8-5 X 10-20

120-150

(200)

 

8-10 min.

2

Saltos em profundidade

Muito alta

5-15 X 5-15

75-100

5-7 min.

3

Exercícios de salto múltiplos

Submáxima

3-25 X 5-15

50 -250

3-5 min.

 

4

Saltos de baixa reatividade

 

Moderada

10-25

X

10-25

 

150-250

3-5 min.

 

 

5

Baixo impacto

Saltos no lugar

Arremessos de implementos

 

 

Baixa

10-30

X

10-15

 

 

50-300

 

 

2-3 min.

Fonte: Livro Treinamento de Potência para o Esporte – Tudor O. Bompa, 2004 – Ed. Phorte 

Cada nível de intensidade deve ser utilizado para níveis de aprendizado diferentes, assim como
idade cronológica do indivíduo. Todo profissional deve ter em mente o princípio da especificidade,
princípio da individualidade e o princípio da progressão de carga de treinamento, para evitar lesões
e conseguir um bom resultado com o treinamento. Outro fator muito importante para iniciar o
treinamento pliométrico é o fato de que o atleta deve ser muito bem condicionado em treinamento
de força (musculação, levantamento básico, levantamento olímpico), treinamento esse essencial
para qualquer atleta de qualquer idade e modalidade desportiva. Quanto mais forte for o atleta,
menor o risco de lesão e melhor o resultado obtido com a pliometria. Veremos agora os diferentes
exercícios para cada grupo de idade. 


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Prof. Diogo Bracet 
Personal Trainer;
Graduado em Educação Física - UGF; Pós Graduação em Musculação e Treinamento de Força - UGF; Vasta experiência com lutas (Muay Thai, Kickboxing, Capoeira, Karate, Kung Fu, Kombato, Kali Silat, Judo)
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